Devemos tentar capturar a experiência em fotografias ou devemos mergulhar na experiência o mais profundamente possível? Essa é uma discussão bem constante na atualidade, levantada principalmente pelos mais velhos.

De acordo com um estudo publicado recentemente na Psychological Science, é provável que esses dois propósitos não sejam opostos. Em vários experimentos, os pesquisadores descobriram que tirar fotografias durante um evento ajudava as pessoas a ter memórias visuais mais precisas, mesmo quando não as viam novamente. No entanto, tirar fotos, ao que parece, também reduz a informação verbal que uma pessoa retém.

Os resultados são derivados de uma investigação publicada no ano passado pelo mesmo grupo, que mostrou que tirar fotografias envolveu as pessoas mais nas experiências, o que as levou a desfrutar de eventos positivos com mais intensidade do que quem não tirou fotos.

No estudo recente, Barasch e seus colegas pediram a algumas pessoas que visitassem uma exposição em um museu e, ao mesmo tempo, ouvissem um guia de áudio. Além disso, eles poderiam escolher entre tirar fotos livremente ou deixar suas câmeras e telefones celulares do lado de fora.

No final, eles foram testados quanto à memória em que aqueles que haviam tirado fotos se lembravam melhor dos objetos que haviam visto, mas não conseguiam se lembrar dos dados fornecidos no guia de áudio, diferentemente daqueles que não haviam fotografado. O foco nos aspectos visuais desvia a atenção de outros sentidos, como o ouvido, explicou Barasch.

As descobertas sugerem que o processo de procurar algo para fotografar “nos leva a codificar o conteúdo visual e lembrá-lo”, disse Barasch.

Portanto, quando aquele seu amigo mais velho, tio, avô e até mesmo os pais, te disserem para largar a câmera/smartphone para aproveitar o momento, lembre-se desse estudo 🙂

A pesquisa foi publicada no NYTimes, onde você também poderá ver a entrevista na íntegra.

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